06/09/2010

title pic Pessoas Importantes

Postado por Anita em 2 de dezembro de 2007

When you’re young, all your friends are new, and you have to get old to have old friends.” From Gilmore Girls, 6.08 – Let me Hear Your Balalaikas Ringing Out.

Há muuuito tempo atrás, o Álvaro fez um post no blog dele falando sobre as lembranças mais antigas que ele tinha dos amigos. Eu lembro que achei a idéia muito interessante, mas para não ser acusada de plágio (haha) resolvi não fazer o mesmo no meu. Bom, considerando que o post dele já é antigo, acho que nem vai dar nada eu roubar a idéia agora né? :)

Então, vamos lá (copiei até o modelo usado por ele, portanto, os nomes estão em ordem alabética)…

Álvaro: a primeira lembrança que tenho do Álvaro é a do cara que estava dormindo no dia em que o professor de Antropologia citou o nome dele na aula… Depois, do cara que do nada resolveu que ia fazer o segundo trabalho do Renan comigo e com a Cris. Daí pra frente, muita coisa aconteceu… Eu ligava pra ele quase todos os dias (ou era ele quem me ligava) e nós passávamos horas no telefone; mesmo tendo passado a tarde toda juntos na aula, ainda tínhamos muuuito assunto :) . O Álvaro foi o primeiro amigo de faculdade que eu convidei pra ir pra Cascavel (ou será que foi ele quem se convidou?!?). O amigo que estava comigo quando exagerei na cerveja pela primeira vez (e meu Deus, o que ele teve que escutar de mim nessa noite! Hahaha). Meu companheiro de madrugadas fazendo trabalho pelo icq… O cara mais inteligente que eu conheço, mas que apesar disso não é nem um pouco pedante. Um tipo raro de pessoa, com a qual você pode conversar sobre qualquer coisa! Sim, qualquer coisa… Política, música, literatura… Ou novelas mexicanas e Big Brother… Um dos poucos que consegue me acompanhar nas refeições quando eu estou inspirada. Um dos poucos que me atura na tpm. Um dos seres mais teimosos e ao mesmo tempo mais carinhosos que eu conheço. O tipo de amigo que todo mundo quer ter. O tipo de amigo que todo mundo precisa ter.

Amália: conhecer a Amália na fila de matrícula da federal foi uma benção na minha vida, disso não tenho dúvidas. Ela é do tipo amiga-para-todas-as-horas… É amiga para ir ao cinema, amiga para assistir (ou não assistir) aula, amiga para comer pizza… Amiga para falar besteira, amiga para dar risada, amiga para tricotar… Mas também é amiga para desabafar, amiga para dar conselho, amiga para ajudar a tomar decisões. Alguém me disse uma vez que você não conhece uma pessoa e fica amiga dela instantaneamente. Bom, quem disse isso, não conhece a Amália :) Não precisou de uma semana de aula pra eu perceber que a Amália é do tipo “amiga de verdade”. E agora, quase dois anos depois, posso afirmar que esse meu julgamento não estava errado. Ela é uma das poucas pessoas na minha vida que merece o título de amiga de elite. A Amália é uma pessoa iluminada, e ela espalha essa luz por onde passa. Não dá pra ficar triste perto dela. Não dá pra ficar de mau-humor perto dela.

Aninha: eu entrei na Digital em março, mas a Aninha só foi falar comigo em setembro… Tudo bem, não precisou de muito tempo pra nos tornarmos amigas mesmo. A Aninha é uma pessoa singular. Nós somos quase que 100% diferentes, e acho que isso torna a nossa amizade ainda mais interessante. Sinto falta de passar a tarde chateando ela no skype. De falar mal do scenari e de importunar os meninos da Digital com ela. De almoçar no chinês todos os dias. De sair pra comprar sorvete no meio do expediente.

André: o André foi meu primeiro amigo na faculdade. Foi a Cris quem nos apresentou, mas foi graças à faculdade teológica que nos tornamos amigos… No dia em que nos conhecemos, um pequeno deslize levou o André a me dizer que ele seria sempre lembrado como “o cara que escorregou no tapete da sala do Chronos”. Bom, não posso negar que ainda lembro dele dessa maneira, embora lembre também de muitas outras…O André é o cara que dormia nas aulas do Renan a ponto de perder o equilíbrio, mas não de perder a matéria; o cara que desaparecia por um tempão e depois voltava como se tivesse sumido no dia anterior; o cara que me fazia ir andando pra casa, mesmo qdo eu estava com um salto daqueles; o cara que comprava meus pirulitos de laranja, mas que depois comia todas as minhas balas; o cara que tocava violino no pátio da Reitoria, e que andava pela faculdade com uma Gaita de Foles… Foi com ele que aprendi o verdadeiro significado da expressão “amigo de elite”.

Camila: conheci essa menina na fila de matrícula da Federal. Não lembro muito bem por que razão começamos a conversar, mas lembro que saí de lá com a sensação de que seria mais fácil fazer amizades na segunda faculdade. E eu estava certa. Já no primeiro dia de aula reencontrei a Cami (e a Amália), e desde a primeira aula nosso grupo estava formado. A Cami é o baby da nossa turma de Letras. Mas um minuto de conversa com essa menina basta para você perceber que ela não tem nada de baby. Ela é de uma maturidade incrível, de uma responsabilidade inigualável, de uma persistência invejável. Ela não desanima diante dos obstáculos, e não se deixa abater pelas derrotas. Pelo contrário, faz delas uma vitória. Conviver com a Cami nesses últimos dois anos me fez ser uma pessoa melhor, e isso não é só puxa-saquismo não… Quem convive com ela sabe do que eu estou falando.

Cristiane: a Cris diz que eu ignorei ela na fila de matrícula, mas eu alego que ela é que não falou comigo. E foi ela também quem não me deu bola ano passado (acho que ela não ia com a minha cara mesmo). Bom, não sei bem como, mas desde o começo desse ano a Cris se tornou a minha dupla; minha parceira de planos infalíveis; parceira de conversas muito sérias no MSN sobre coisas absolutamente desprovidas de seriedade; parceira de importunação no orkut dos amigos. Ela tem uma paciência imensa comigo, escuta as besteiras que eu digo e às vezes até entra nas minhas pirações. Ela tem um senso de humor que não é pra qualquer um, mas que me faz dar muita risada. Ela fala o que pensa, mesmo que depois ela peça desculpas por isso. Ela me fez descobrir que já estou vivendo os 25, e que, portanto, ano que vem já estarei mais próxima dos 30 que dos 20…Ela ia pra academia comigo, mesmo que fosse só pra entrar, trocar de roupa e sair pra comer. Ela briga comigo quando eu falto aula. Ela é a única que vai em todos os nossos encontros de turma. Ela é minha amiga-querida-do-coração.

Cristiane: a Cris foi minha primeira amiga na Federal. Comecei a falar com ela em função de um trabalho que o professor de Estrufunc pediu pra gente fazer… Ele distribui três textos, e pediu que formássemos grupos. Eu, bem perdida e sem conhecer ninguém, não sabia o que fazer. A Cris era uma das pessoas com texto, e como ela parecia amigável (haha), me convidei pra entrar no grupo dela. Nem sei direito como nos tornamos tão amigas, mas acho que o trabalho do Renan (outra disciplina, outro trabalho…) ajudou. Nós passamos horas na biblioteca, fazendo pesquisa. Depois, horas aqui em casa, em frente ao computador… (Ah, e fomos muito bem no trabalho viu… Mesmo porque, nem todos os trabalhos tinham um mapa como o nosso, hahaha). Daí pra frente, nos tornamos inseparáveis… Ao longo dos semestres, nosso grupo sofreu algumas alterações (acréscimos e perdas), mas nós duas continuamos no mesmo lugar :) Depois da faculdade, a Cris sumiu por um bom tempo. Depois reapareceu. Depois sumiu de novo. E reapareceu. Mas tudo bem, isso já se tornou uma característica só dela! Assim como a paciência e a sinceridade dela. Ah, e claro, como o talento único que ela tem para contar piadas!!!

Fabiana: confesso que no começo achava que não ia me dar
bem com ela. A Bi me parecia madura demais pra conseguir ser minha amiga. Bom, graças a Deus eu estava errada. Não em relação à maturidade dela, isso é um fato. Mas em relação à possibilidade de nos tornarmos amigas. A Fabi é do tipo amiga-mãe. Ela cuida de mim; ela cozinha (e muito bem) pra mim; ela escuta meus dramas e me dá conselhos; ela me ajuda a encontrar meu caminho toda vez que eu me perco. Ela consegue ser ao mesmo tempo uma mulher dos anos 50 e uma feminista moderna. Ela é inteligente demais, e um dia eu quero ser igual a ela. Ela faz um chá que ninguém mais consegue fazer igual. Ela transforma uma tarde assistindo televisão em um programa divertido. Ela foi morar longe (na minha cidade natal) e me faz muita falta todos os dias.

Felipe: quando conheci o Felipe, na Digital, era ele quem me socorria quando meu computador dava pau. Era ele quem solucionava os problemas mais complicados do Moodle. Era ele quem me ajudava a fechar a persiana. Era ele quem me ajudava a elaborar os e-mails de resposta aos alunos. Era ele quem sentava ao meu lado, e com a maior paciência tentava fazer alguma informação útil entrar na minha cabeça. Era ele quem me agüentava no skype quando eu não estava a fim de trabalhar. Concluindo: ficava difícil imaginar minha vida na Digital sem ele. Agora que conheço o Felipe fora da Digital, é ele quem agüenta minhas reclamações diárias. É ele quem compra meus pirulitos de laranja. É ele quem me pede pra ir aos jogos do Coxa, mesmo sabendo que eu sou atleticana (e o pior é que eu vou). É pra ele que eu ligo quando alguma coisa não vai bem. É pra ele que eu ligo quando as coisas vão bem. É ele quem consegue salvar o meu dia depois de horas de stress em casa e no trabalho. Concluindo (2): fica difícil imaginar a minha vida sem ele.

Giovane: conheci o Gio na minha primeira viagem pra Itapejara, quando estávamos ainda no primeiro ano do ensino médio. Lembro que passamos boa parte do encontro conversando, era como se nos conhecessemos há muito tempo, e não há apenas um ou dois dias… Ainda não estudávamos juntos nesse período, mas passávamos todos os intervalos das aulas juntos. Em pouco tempo, ele se tornou meu melhor amigo. Agora, aproveitando o testemunho do orkut, vou dar continuidade ao texto para dizer que quando eu penso no Giovane lembro de uma porção de coisas. Lembro de aulas chatas de física, mas regadas a muita risada e brincadeiras com ursinhos (aliás, tenho um vale-urso guardado na carteira até hoje). Lembro de cantorias intermináveis que começavam com “eu quis dizer vc não quis escutar…” ou então com “não posso mais viver assim ao seu ladinho…”. Lembro de bons filmes que assisti no cinema. Lembro de interessantes sessões de estudo, principalmente de matemática (minha mãe não entendia como conseguíamos brigar tanto na hora de resolver esses exercícios… Bom, eu aprendi que desde que você não pergunte COMO ele chegou no resultado, tudo fica bem). Lembro de divertidas viagens de ônibus até Itapejara. Lembro de conversas, conversas e mais conversas; de desabafos, desabafos e mais desabafos.

Jefferson e Alejandro: ou os “nossos meninos”. Lembro que a primeira vez que a Regina nos dividiu em grupos eu acabei caindo com os dois. Lembro dos comentários de ambos nessas mesmas aulas… Lembro do Alejandro lendo livros de poesia durante as aulas, e lembro do Jefferson comprando balas de caramelo nas aulas de estudos clássicos. Os dois podem parecer meio perdidos ás vezes; raramente se lembram das matérias que fazem, ou dos dias em que devem ir pra aula. Mas ainda assim, passam em todas… Raramente comparecem nos nossos “encontros” de turma, mas quando comparecem é diversão garantida.

Kátia: cursar letras foi umas das melhores idéias que eu já tive… Graças ao curso, conheci também a Kátia. No começo eu achava que ela não gostava de mim. Mais uma vez, por sorte eu estava errada. A Kátia é a mais quietinha de todas as “meninas de letras inglês da Federal”. A mais séria. Talvez por isso mesmo a mais responsável. Ela assiste todas as aulas, lê os textos, faz os trabalhos. E ainda ajuda os outros (já salvou o semestre do Jeff e do Alejandro mais de uma vez). Mas ela não é boa companhia só na hora da aula não. Ela também é uma ótima companhia pra balada. Já nos tornamos freguesas do Baba Salim (graças a ela, diga-se de passagem, que foi a primeira a freqüentar o lugar) e do Era só o que Faltava.

Já está se tornando um lugar-comum aqui no blog eu fechando um post dizendo que amo meus amigos né? Mas também, fazer o que se eu amo mesmo! :)