08/02/2010

title pic About me

Postado por Anita em 27 de janeiro de 2010

Algumas constatações:

Já ouvi de várias pessoas que eu pareço inacessível, mas a verdade é que eu sou muito reservada. Não sou do tipo que faz amizade fácil, e só depois de muita conversa é que me sinto à vontade com alguém. Não costumo falar muito com quem eu não conheço, e por essa razão muita gente acha que eu sou calada demais. Mas pergunte para qualquer um dos meus amigos se eu sou mesmo quieta, e acho que “tagarela” vai ser um dos adjetivos mais comuns.

Valorizo a amizade e a sinceridade acima de tudo. Posso contar meus verdadeiros amigos nos dedos, mas não acho que isso seja uma coisa ruim, afinal de contas, sei que posso fazer deles o meu apoio sem medo algum de perder o chão.

Sou otimista e procuro enxergar sempre o lado bom das pessoas.

Odeio falsos intelectuais e pessoas que se consideram melhores que os outros. Não gosto de gente que finge ser uma coisa que não é só para ganhar a admiração e o respeito alheios; quero mais é distância desse tipo de pessoa.

Sou uma pessoa apaixonada. Apaixonada pela família, pelo namorado, pelos amigos, pelos meus estudos, pela vida! Me empolgo demais quando estou fazendo algo que gosto, e nem vejo o tempo passar quando estou com as pessoas que eu amo!

Sou ciumenta. Tenho ciumes das minhas coisas, dos meus amigos, da minha família, do namorado. Confesso que às vezes exagero na dose, mas é quase impossível me controlar quanto a isso.

Sou inconstante. Posso ir da felicidade extrema à tristeza absoluta em segundos, e vice-versa. Sou também um pouco autista, me perco em devaneios de vez em quando, mas sempre acabo encontrando o meu caminho de volta.

Sou chata e sistemática. Gosto de planejar tudo com muita antecedência e odeio quando alguma coisa interfere nos meus planos.

Sou extremamente organizada, e não consigo fazer nada em meio à bagunça. Procuro manter as minhas coisas sempre em ordem, e tenho mania de arrumar a bagunça dos outros também.

Sou reclamona. Reclamo de dor (o tempo todo), de não ter tempo pra fazer o que gosto, de ter que fazer o que não gosto. Reclamo de ter que ficar em casa, mas também de ter que sair dela. Reclamo quando ninguém me dá atenção, e reclamo ainda mais quando não me deixam quieta no meu canto.

Sou chorona. Não tenho frescura com isso, e choro a qualquer hora, em qualquer lugar. Choro de felicidade, de tristeza, de raiva, de dor. Choro assistindo filmes, lendo livros e até vendo novela mexicana.

Sou chata. Não sou nada sociável pela manhã, principalmente quando acordada contra a minha vontade. Aliás, sempre que contrariada eu me torno um ser quieto e monossilábico. Fico mal-humorada pelo menos uma semana por mês e, no auge da TPM, é melhor nem olhar para a minha pessoa. Mas também posso ser divertida, e tenho crises de gargalhada que parecem intermináveis.

Sou carente. Preciso de atenção o tempo todo. Preciso ouvir 20 vezes por dia “eu te amo”. Preciso de colo todo dia.

Sou cheia de manias. Algumas delas comuns, outras meio estranhas.

Infelizmente (ou não, vocês decidem) isso tudo faz parte de um pacote só. Os elementos não são vendidos separadamente. Se quiser um deles, vai ter que levar os outros. Ou então não leva nenhum…

title pic Casa nova

Postado por Anita em 19 de janeiro de 2010

A mudança chegou ao fim. Finalmente. Já estamos na casa nova. Faltam ainda alguns ajustes, um teto de banheiro pra pintar, algumas estantes para arrumar, coisa pouca.

A sensação deveria ser de empolgação. Cheirinho de casa nova, vizinhança nova para conhecer… E o fato de estarmos livres da antiga vizinha que adorava uma confusão.

Mas por enquanto a sensação é outra. Por enquanto a palavra que define o novo apartamento é “desconforto”. A casa tem um cheiro estranho, provavelmente resultado de muito tempo fechada. A janela aberta faz com que a gente escute tudo que os vizinhos dizem ou fazem. Isso mesmo, TUDO! Nem bem nos instalamos e o síndico já veio “bater papo”. Nada de importante, apenas a conversa básica: o prédio é tranquilo, de vez em quando aparece um bagunceiro que insiste em falar em um tom de voz normal depois das dez quando ele deveria estar em silêncio absoluto (mas não se preocupem, eles são imediatamente multados e obrigados a conversar em silêncio) ou um ladrão que insiste em não respeitar a privacidade alheia e invade os apartamentos para levar coisas que não lhe pertencem. Como eu disse, nada de importante e ainda assim muito animador. A conversa com certeza ajudou a diminuir o tal do desconforto…

Bom, o jeito é dar um tempo para ver se a gente acostuma. Quem sabe daqui algum tempo a gente perceba que o condomínio não é assim tão ruim, e que o fato de ouvir a conversa dos vizinhos todos os dias pode ser até melhor que assistir televisão. O que, aliás, não temos ainda no apartamento…

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27/01 – Adendo

Ainda estamos sem televisão.  A transferência da Sky pro ap novo se transformou em uma novela. Eu só espero que, assim como nas novelas, a gente tenha um final feliz!