04/09/2010

title pic Lilica’s Hair

Postado por Anita em 31 de agosto de 2010

Quando me mudei pra Curitiba, em 2001, comecei fazendo a unha em casa, com a manicure da minha tia.  Só a unha, cabelo e sobrancelha eu deixava pra fazer em Cascavel, quando ia de visita.

Depois que minha vó veio morar conosco, passei a frequentar o mesmo salão que ela, há duas quadras lá de casa. Eram duas senhoras que atendiam no salão, a cabeleireira, que também fazia minha sobrancelha, e a manicure. As duas com mais de 50, e as duas fumavam o tempo todo no salão. Enquanto escovava meu cabelo a cabeleireira fumava, enquanto fazia minha unha a manicure fumava. E as conversas no salão eram sempre sobre a novela ou o Big Brother.

Passei alguns anos freqüentando o “salão da fumaça”, até que em 2006 ele fechou. Fiquei meio deprimida por não ter aonde fazer a unha, mas como eu nem gostava muito do salão, logo me conformei.

Passei a fazer a unha em casa, sozinha, e bem de vez em quando. A sobrancelha voltou a ficar pra quando eu fosse visitar os pais, mas agora em Maringá.

No início de 2007 resolvi testar um tal de Lilica’s Hair, um salãozinho que ficava perto lá de casa. Menos de uma quadra, para ser mais exata. A dona do salão era conhecida como Lilica, e falava pelos cotovelos.

Ela me perguntou o que eu fazia, e eu disse que só estudava. Ela disse, na maior naturalidade que, embora estudo seja algo muito importante, uma pessoa da minha idade deveria também trabalhar. Eu sabia disso, por isso nem deu pra discordar dela e defender minha vida de eterna estudante.

Eu disse que estava procurando alguma coisa, e ela me disse que logo eu arranjaria um emprego.

Voltei algumas semanas depois, não só para fazer a unha e a sobrancelha, mas para contar que eu estava empregada. Bom, estava fazendo estágio pra ser mais exata.

A Lilica me deu os parabéns, mas disse que esse não era o emprego que eu ia conseguir. Disse que tinha outro, muito melhor, esperando por mim. No final do ano saiu minha nomeação pro TRE!

Passei a ir com mais frequencia ao salão, principalmente porque gostava muito de conversar a Lilica. O salão era um lugar animado, daqueles em que você sente a energia boa quando entra.

Pintei meu cabelo pela primeira vez no salão da Lilica, fiz minha primeira progressiva, pintei a unha de verde pela primeira vez.

Desabafei várias vezes, e ouvi algumas verdades daquelas que nem todo mundo tem coragem de dizer.

A essa altura, os leitores mais atentos já perceberam que a maioria dos verbos do post está no passado. Infelizmente, esse é um detalhe relevante… Os verbos estão no passado porque desde domingo não tem mais salão da Lilica.

Ela  foi embora, voltou pra terra natal e deixou uma porção de órfãs por aqui. Eu sou uma delas.

Quando passei na frente do salão na segunda de manhã me bateu uma tristeza.

Não pela progressiva que eu vou ter que achar alguém pra fazer, não pela sobrancelha que a Lilica tinha conseguido acertar, nem pela unha que eu fazia toda semana.

A tristeza vem de saber que não tem mais as conversas animadas, os conselhos e a bagunça da Lilica. Não tem mais a Lilica e o Felipe disputando pra ver qual dos dois pentelha mais o outro. Não tem mais ela me convencendo a comprar só mais um brinquinho ou uma pulserinha.

Achar outro salão pode até ser fácil. Mas achar outro Lilica’s Hair vai ser muito difícil.

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P.s.: como sempre, joguei o texto no word antes de publicar, só pra dar uma conferida na ortografia. Descobri que não sei escrever manicure ou cabeleireira.

title pic Cadê?

Postado por Anita em 30 de agosto de 2010

Segunda e terça são dias de post no blog. Isso porque segunda e terça são dias nos quais o Fê não fica em casa a noite.

Bom, eram dias nos quais o Fê não ficava em casa a noite.

Ele resolveu cancelar o compromisso de segunda, e por isso hoje não tem post novo. E é bem provável que nas próximas segundas também não tenha.

Mas o compromisso de terça continua de pé. Por isso podem esperar por post novo amanhã.

Já sei até sobre o que quero falar, só falta o Felipe sair de casa pra eu escrever :)

title pic O primeiro beijo

Postado por Anita em 24 de agosto de 2010

Hoje,  lendo esse post da Cami, me bateu uma saudade de começo de namoro.

Saudade do primeiro beijo. De tentar prestar atenção no que ele está falando, quando na verdade a única coisa que interessa é quando vai acontecer o beijo. QUANDO vai acontecer, porque a essa altura o SE vai acontecer já tem resposta certa. Saudades daquela sensação de frio na barriga quando os lábios se encontram pela primeira vez.

Saudade do nervosismo da primeira vez. De não saber nunca se é a hora certa, mas de não conseguir mais se concentrar em outra coisa. Saudade daquele começo meio sem jeito, quando a gente não sabe muito bem o que fazer com as mãos, não sabe o momento de avançar e o de parar.

Saudade até da primeira briga de verdade. Não da discussão em si, dos gritos e da choradeira, mas saudades de fazer as pazes. De chegar juntinho meio sem saber o que fazer, de pedir desculpas e de se entender no olhar.

E de repente me dou conta de que sentir saudade é bom, porque faz a gente lembrar e reviver todos esses momentos. Mas melhor ainda é poder continuar vivendo.

Não o primeiro beijo, que esse já passou faz tempo. Mas todos os outros beijos que vieram depois. Os beijos de “vamos fazer as pazes”, os beijos de “te quero, te amo, te desejo”, e até os beijos de “fica quietinha que eu quero ver o jogo”.

Não a primeira vez, essa também ficou no passado. Mas todas as outras vezes e o fato de que depois que passamos pela fase do meio sem jeito, tudo fica cada vez melhor. Aquelas vezes em que percebemos como nossos corpos se encaixam direitinho.

E nem da primeira briga, porque depois dela vieram muitas outras. Brigas ainda maiores, outras bem menores. Brigas por coisa séria, por coisa boba e até por coisa alguma. Brigas depois das quais podemos fazer as pazes na cama, ou tomando um sorvete no shopping.

E no final, bate mais uma saudade. Não do primeiro que já passou, mas do primeiro que está por vir.

A primeira viagem para o exterior, só os dois em um lugar longe de todos e de tudo que conhecemos. A primeira casa que vamos comprar juntos e onde vamos começar nossa família. O primeiro filho, ou filha, e todas as primeiras experiências que ele, ou ela, vão trazer.

E aí eu fico doida pra poder viver os novos primeiros o quanto antes.

Mas no fundo eu sei que, assim como o primeiro beijo, tudo vem no seu tempo. Sem apressar, sem se atropelar no meio do caminho.

title pic Sonho

Postado por Anita em 23 de agosto de 2010

Noite passada tive um sonho estranho. Bom, é provável que eu tenha sonhos estranhos na maioria das noites, mas desse eu consegui me lembrar de manhã.

Acho que a inspiração pro sonho veio de uma mistura de Lost com o livro A ponte para o sempre, do Richard Bach (o último da minha lista de lidos em 2010).

Era algo sobre realidades paralelas resultantes de nossas escolhas em um determinado momento no tempo. O autor Richard Bach fala em seu livro que quando fazemos uma escolha, seja ela pessoal ou profissional, estamos escolhendo um dentre vários futuros possíveis. E como podemos fazer determinadas escolhas apenas uma vez, não temos como saber como seria um futuro alternativo.

No sonho, eu havia feito uma escolha diferente em um ponto do passado, e isso havia alterado o meu presente. Eu não estava mais triste ou mais feliz por isso, apenas vivia aquele presente como se fosse o único possível.

Mas, ao encontrar no sonho uma pessoa muito especial para mim hoje,  tomei consciência de que estava vivendo um futuro alternativo, e  puder ver como teria sido minha vida caso a escolha fosse outra. Me lembro da sensação boa de poder reviver todos os passos que me trouxeram ao meu presente da realidade, e no sonho eu ansiava por poder voltar atrás e escolher aquele outro futuro.

Acordei com uma sensação estranha. No livro, Bach e sua esposa conseguem depois de um tempo fazer viagens para fora de seus corpos físicos, e em uma dessas viagens encontram um Richard do passado. Eu senti como se tivesse a oportunidade de encontrar uma outra Ana, a de um futuro que poderia existir em uma realidade paralela na qual as decisões tomadas no passado fossem diferentes.

E sabe qual a melhor parte? Acordei com a certeza de que a decisão que eu de fato tomei foi a melhor de todas. E que o futuro que eu escolhi é exatamente o presente que eu quero viver.

Se é que deu pra entender… :)

title pic O Dia do Curinga

Postado por Anita em 17 de agosto de 2010

Jostein Gaarder veio pra Curitiba e eu não consegui pegar uma senha pra autógrafo :(

E o Felipe começou a ler O Dia do Curinga. Ontem ele leu alguns capítulos para mim, e vou tentar convencê-lo a ler mais alguns hoje.

Por conta desses dois fatos resolvi recuperar um post do meu antigo (e breve) blog, o Profissão Leitor. Aí vai…

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Postado em 26/10/05

Como a maioria das pessoas, o primeiro livro que li do Gaarder foi O Mundo de Sofia. Na época eu tinha um professor de filosofia dos bons, e a empolgação com a matéria me fez procurar o livro, que me tinha sido muito bem recomendado por ele (o professor). Confesso que fiquei maravilhada com o livro, com a história, com as aulas de filosofia do professor Alberto Knox… Foi esse livro que despertou o meu interesse pela filosofia, e me fez pensar sobre uma série de questões que eu antes ignorava… Algum tempo mais tarde, escutei de um amigo de faculdade que O Mundo de Sofia  não passava de “coisinha niilista pra adolescente pensar que sabe o que é filosofia“, e depois ele comparou Gaarder a Paulo Coelho. Bom, não nego que o livro seja didático demais, e, em alguns aspectos ele me parece hoje um tanto infantil, mas não posso deixar de reconhecer a importância que ele teve na minha formação. Hoje, eu vejo O Mundo de Sofia  como um livro de introdução à filosofia feito para quem está começando a se interessar pelo assunto, mas ainda assim uma leitura válida. E quanto à comparação com Paulo Coelho, não posso dizer muitas coisas, pois tenho que confessar que nunca li nada desse escritor (e tenho que confessar também que é por puro preconceito, peguei uma implicância com ele e não consigo sequer chegar à segunda página de qualquer um de seus livros).

Mas a intenção de hoje não era falar d’ O Mundo de Sofia, e sim d’O Dia do Curinga, também do Gaarder. Meu amigo provavelmente faria dele um juízo semelhante ao que fez do primeiro livro, mas esse eu defenderia com muito mais empenho. Li-o logo após ter terminado de ler pela segunda vez O Mundo de Sofia, entusiasmada que estava com a filosofia de Gaarder. Em linhas gerais, o livro narra a viagem do garoto Hans e de seu pai, que cruzam a Europa a fim de encontrar a mãe do menino, que os havia abandonado oito anos antes. Em uma de suas paradas, o garoto encontra um estranho livrinho, que conta uma história fantástica, e que acaba por lhe revelar uma série de coisas importantes… Além da historinha contida no livrinho, as conversas entre pai e filho nas paradas da viagem valem muito a pena… Gaarder consegue abordar questões um tanto quanto delicadas da filosofia de uma maneira acessível e prazerosa, sem, no entanto, vulgarizar as discussões…

“Tenho certeza absoluta que um curinga continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. A qualquer momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará: “Quem somos? De onde viemos?”.

Acho que todos desejam ser “curingas” depois de ler esse livro; pelo menos eu desejei…

Enfim, na minha opinião O Dia do Curinga é não apenas uma leitura recomendável, mas também indispensável…

title pic Confiança

Postado por Anita em

Resolvi escrever esse post em função de uma coisa que há dois dias tem me incomodado muito. Descobri recentemente que minha diarista está usando meu perfume. Tinha já algum tempo que eu estava desconfiada, mas alguns acontecimentos recentes confirmaram minha suspeita. 

Fiquei extremamente chateada com a situação. Pode parecer neurose minha (e talvez seja), mas por conta dessa “descoberta”, muitas outras coisas para as quais eu não ligava muito começaram a me incomodar. 

Primeiro, o fato de já ter algum tempo que ela não faz mais o serviço direito. O Felipe deixou uma bolinha de papel na estante, e lá ela ficou por mais de duas semanas. Sinal de que tirar pó da estante não estava mais na lista de atividades dela. 

Segundo, duas cervejas já sumiram da geladeira. Eu sempre disse a ela que podia comer ou beber qualquer coisa que quisesse aqui em casa, mas não imaginei que disso ela tiraria que pode pegar a cerveja. Porque beber em serviço não está certo. E eu disse que ela poderia comer e beber enquanto fica aqui, não que ela poderia transformar a casa em mercado e levar as coisas pra casa. Bom, nem mercado seria, porque ela não deixou o troco da cerveja… 

Terceiro: mais de uma vez procurei alguma roupa pra usar e não encontrei. Geralmente eu desisto depois de um tempo, e mudo a roupa que pretendia usar. Mas ocasionalmente insisto e fico me perguntando: onde diabos foi parar essa blusa? Quando eu morava perto da casa da minha vó, a diarista levava algumas roupas minhas pra lavar e secar lá, porque eu não tinha mais lugar no varal. Em uma ou duas ocasiões ela chegou a me dizer que levou a roupa pra secar na casa dela. E eu não me liguei. Mas sério, quem é que leva roupa dos outros pra secar em casa? 

Quarto: os produtos de limpeza têm acabado mais rápido que o normal. Outra coisa que eu acabei deixando de lado. 

Mas a coisa do perfume me deixou encucada. Agora todas essas coisas ficam martelando na minha cabeça. Ela pega cerveja e leva pra casa, ou toma em serviço. Ela leva minhas roupas (e talvez sapatos e bijuterias) pra casa, usa, lava e depois devolve como se nada tivesse acontecido. Ela leva produto de limpeza pra casa. Ela se arruma no meu quarto e usa meu perfume antes de sair de casa. Ela faz o serviço mal feito e correndo que é pra poder sair mais cedo. 

Juro que eu não queria ter descoberto sobre o perfume. Provavelmente eu continuaria a deixar essas outras coisas passarem, sem pensar muito a respeito e sem reparar em como são coisas estranhas. 

Eu sei que parte da responsabilidade é minha. Eu deixei que as coisas chegassem nesse ponto porque nunca sentei e conversei abertamente com ela. Nós não fizemos um contrato definindo o que ela poderia ou não fazer, e o que eu poderia ou não fazer.   

Pensei em fazer isso agora, mas não consigo mais. Principalmente por causa do perfume. Não porque era um perfume caro e que eu mesma quase nem uso. Mas porque usar algo que não te pertence sem ao menos pedir não é uma coisa que se faz. Não importa o que seja, nem qual a ocasião. Isso não se faz. 

Posso até estar fazendo tempestade em copo d’água. O problema é que deixei de confiar nela, e largar a casa na mão de alguém em quem eu não confio não é uma opção. Não vou ficar tranqüila, e isso vai acabar piorando as coisas.  

E agora, em um caso como esse, existe alguma maneira de recuperar a confiança perdida? Se alguém souber de algum, por favor me avise.

title pic Roupa suja se lava em casa

Postado por Anita em 9 de agosto de 2010

Se tem uma coisa que eu não gosto é lavagem de roupa suja em público. Não gosto de lavar a minha, e não gosto quando tenho que presenciar os outros lavando a deles.

Desde pequena, aprendi que não se discute na frente dos outros. Brigas, especialmente as brigas de casais, não são e nem devem ser um evento público.

Estou com 27 anos, saí da casa dos pais aos 17, pra fazer faculdade. Pois bem, nesses 17 anos que morei com eles, nunca presenciei uma briga dos dois. Nunquinha. Tenho certeza que se alguém for perguntar, eles vão dizer que já brigaram. São 28 anos de casamento e é claro que nesse tempo todo devem ter havido algumas brigas, discussões e desentendimentos. Mas nenhuma que eu tenha visto.

Acho que talvez seja por isso que eu odeio discutir na frente dos outros. Não gosto, e não faço.

Vejam bem, não estou dizendo que não brigo. Isso eu faço, e faço muito. O Felipe que o diga! Quando me dá na louca, eu brigo, grito, choro e jogo objetos pra todos os lados. Mas faço isso na minha casa. Às vezes faço isso no carro também.

Mas não faço na casa dos outros. E não faço em casa ou no carro quando não estamos só nós dois.

Claro que às vezes é difícil não se estressar. Mas até ficarmos sozinhos, meu estresse se resume a ficar calada, ou então monossilábica. Só quando foi todo mundo embora (ou quando a gente vai embora) é que eu chuto o pau da barraca.

Eu sei que essa não é a regra. Sei que a maioria das pessoas discute quando quer e onde for. Sei que muitas delas não fazem isso de caso pensado. Sei que na hora da raiva a gente precisa fazer muita força pra não sair brigando, esperneando e jogando coisas.

Mas tai uma força que eu acho importante a gente fazer. Primeiro porque assim ninguém é obrigado a ouvir ou participar de nossas brigas de casal. Segundo, porque quando nos obrigamos a parar e respirar fundo podemos perceber que algumas coisas nem valem o escândalo que tínhamos vontade de fazer.

title pic Frio

Postado por Anita em 3 de agosto de 2010

Lá em 2007 eu escrevi um post bem basiquinho sobre o frio. A justificativa para a escolha do tema foi o frio que fazia naquele dia. Pois bem, hoje também faz muito frio, e isso me fez voltar naquele post pra procurar relembrar as coisas boas do frio.

Eis o que eu escrevi naquele dia:

“Eu gosto do fato de que posso sair cheia de roupa e não corro o risco de encontrar aquelas mocinhas de saia e top que me fazem sentir um elefante branco. Gosto de dormir com três cobertores, uma camisola de flanela (eu sei, coisa de velha, haha) e sapatinhos de lã. Gosto de ler ou assistir televisão embaixo dessas mesmas cobertas. Gosto de tomar banhos demorados, com a água bem quente (eu sei, faz mal para a pele e para os cabelos). Gosto de acordar às 6:00, e em vez de levantar, passar mais meia hora cochilando embaixo das cobertas. Gosto de tomar chá de canela bem quente (se bem que hoje isso não foi uma boa idéia).”

Comentários: ainda fico feliz de poder sair de casa cheia de roupa e não correr o risco de encontrar as mocinhas de saia e top. Hoje em dia durmo com no máximo dois cobertores e descobri que o Felipe é mais eficiente pra esquentar do que a camisola de flanela e os sapatinhos de lã. Os banhos demorados continuam, ainda mais que o chuveiro agora é a gás. Ainda acordo lá pelas seis pra olhar o relógio, fazer xixi e voltar a dormir; a diferença é que hoje em dia, em vez de meia hora, posso dormir até depois das 9.

No fim o frio pode até continuar o mesmo, mas as coisas boas do frio ficaram melhores. As coisas ruins continuam as mesmas, mas nem vou postar aqui de novo :)

Assim como o post de 2007, esse aqui também não é lá muito útil. Mas pelo menos é um post né?

title pic 10 coisas. Ou quantas eu conseguir lembrar de escrever.

Postado por Anita em 28 de julho de 2010

1. Papai e mamãe foram pra Cascavel no final de semana e reencontraram o povo todo do post anterior. E mais algumas pessoas.

2. Tô trabalhando muito já tem algum tempo. Começamos hoje seis turmas de um curso novo, sou tutora de conteúdo de uma delas e tutora de acompanhamento de outras três.

2.1 Constatação da chefe hoje: eu fico muito impaciente quando estou estressada. E fico muito estressada quando estou na TPM.

3. Acrescentei dois links à minha lista de favoritos: os blogs E agora Josephine? e Depois dos 25… Os dois são muito bem escritos, vale a pena conferir.

3.1 Tenho vários posts escritos na minha cabeça. Alguns deles até interessantes. Mas e a preguiça de passar pro papel?

3.2 Dá pra falar “passar pro papel” nesse caso? Bom, o importante é que vocês entenderam…

4. Tenho uma formatura pra ir no sábado e não sei se vou caber no vestido.

5. Constatação: eu sou uma pessoa que está um pouco acima do peso e que tem uma certa dificuldade pra levar adiante qualquer atividade física.

6. Colocando o item anterior em outras palavras: eu sou uma gorda sedentária.

7. Isso lá vale como post???

8. Nem o namorado comenta mais no blog. Deve ter alguma coisa a ver com a pergunta anterior…

9. Só pra esclarecer: os comentários dos itens 2.1, 3.1 e 3.2 traduzem a minha preguiça de renumerar tudo.

title pic Nostalgia (II)

Postado por Anita em 20 de julho de 2010

No domingo fui almoçar na casa da minha sogra. Lá pelo meio da tarde uma das amigas da vizinha apareceu com um violão.

Abre parêntesis: a casa da minha sogra é muito parecida com a casa da minha mãe, quando ainda morávamos em Cascavel. Todo final de semana aparecem umas 3 ou 4 pessoas pra almoçar, tomar café ou jantar. Algumas vezes aparecem mais. Quase nunca aparecem menos. Fecha parêntesis.

Pois bem, voltando ao violão…

Ela começou tocando algumas músicas do tipo Cássia Eller (não faço idéia se escreve assim e nem quero procurar), passou por Leandro e Leonardo e acabou em Padre Marcelo.  O repertório em si não é relevante. O que é relevante é que enquanto ela tocava violão lá na minha sogra, eu voltei pra edícula da casa lá de Cascavel pra ouvir o Edu e o Rogério tocando violão.

Lembro direitinho dos dois com os violões e aqueles vários livrinhos de partituras espalhados no sofá. A gente em volta, ouvindo e tentando cantar junto. E os dois naquela “lalaialaialalaiala amor…. lalaialaialalaiala amor… lalaialaialalaiala me leva amor… por onde for quero ser seu par”.

De repente me bateu aquela sensação de que o tempo passou rápido demais. Me deu uma vontade de voltar a ser criança. De voltar para os churrascos na edícula, para as bagunças na piscina, para as brincadeiras de lojinha, para os shows de final de ano…

Mas, como não dá pra voltar a ser criança, o jeito é usar a memória para reviver um pouquinho daquele tempo. E aproveitar o presente pra criar novas lembranças, que é pra poder ter vontade de voltar pros dias de hoje daqui alguns anos.

Aproveito o espaço pra mandar beijo pras pessoas que estavam na lembrança de domingo. Nenhum deles lê o blog, a não ser o pai, a mãe e a irmã, mas ainda assim vou mandar o beijo.

Pro Edu, pra Dani e pros meninos deles, que nem tinham nascido na época dos churrascos com violão…

Pro tio Rogério, pra tia Rose, pra Beta e pro Gero!

Pro meu pai, pra minha mãe e pra minha irmã :)