Postado por Anita em 3 de março de 2010
Camila: conheci essa menina na fila de matrícula da Federal. Não lembro muito bem por que razão começamos a conversar, mas lembro que saí de lá com a sensação de que seria mais fácil fazer amizades na segunda faculdade. E eu estava certa. Já no primeiro dia de aula reencontrei a Cami (e a Amália), e desde a primeira aula nosso grupo estava formado. A Cami é o baby da nossa turma de Letras. Mas um minuto de conversa com essa menina basta para você perceber que ela não tem nada de baby. Ela é de uma maturidade incrível, de uma responsabilidade inigualável, de uma persistência invejável. Ela não desanima diante dos obstáculos, e não se deixa abater pelas derrotas. Pelo contrário, faz delas uma vitória. Conviver com a Cami nesses últimos dois anos me fez ser uma pessoa melhor, e isso não é só puxa-saquismo não… Quem convive com ela sabe do que eu estou falando.
____________________________
Escrevi o texto acima há muito tempo atrás, lá nos primeiros semestres do curso de Letras. O texto foi depoimento de orkut, e depois passou a fazer parte de um post aqui do blog. Resolvi repetir ele aqui hoje por uma razão especial: o baby da nossa turma se formou. Agora ela é licenciada em letras-inglês (daqui mais um pouco bacharel também). E ela é professora de inglês com sabe Deus quantas turmas pra dar conta. Mas uma coisa continua a mesma: ela continua sendo o baby da nossa turma! Parabéns Cami, você merece!

P.s.: daqui dois anos teremos mais quatro licenciados em letras-inglês! Quero ver qual dos 4 vai reservar um convite pra mim!

Comentários:
Postado por Anita em 20 de fevereiro de 2010
Mais um livro lido em 2010! O Segredo de Shakespeare, da autora J.L.Carrel. Ainda longe da meta, mas tentando se aproximar…

A história tem um enredo parecido com o d’O Código da Vinci: segredos escondidos há séculos, conspirações, assassinatos, uma estudiosa que larga tudo a arrisca a vida para descobrir o tal segredo… E, claro, um final que resolve apenas parte do mistério. Bom, assim como no caso do Código, não podemos negar que o trabalho de pesquisa do autor, nesse caso autora, foi muito bem feito. A todo tempo aparecem citações de lugares, pessoas e fatos históricos, misturados com pessoas, fatos e lugares ficcionais. Para que não é um estudioso do tema – como é o meu caso – fica difícil acompanhar o raciocínio da personagem principal, e distinguir a ficção da história.
Pra resumir, o livro não é de todo ruim, mas também não é de todo bom. Vale como leitura para as horas vagas.
Comentários:
Postado por Anita em 8 de fevereiro de 2010
Terminei de ler hoje o segundo livro de 2010. Deveria ter sido o quarto de acordo com a lista de resoluções, mas ando muito preguiçosa ultimamente. E só terminei esse segundo livro por uma razão: era um livro infantil, daqueles que a gente lê em poucas horas.
Explicando: tenho uma prima de 09 anos que gosta bastante de ler, e ela anda lendo os livros de uma série chamada Querido diário otário. No sábado levei ela na livraria, e compramos o quarto livro da série pra ela. Hoje, quando cheguei na casa da vó ela veio me contar que já tinha terminado o livro, e insistiu pra que eu lesse também. Li a primeira metade no ônibus, a caminho do trabalho, e a outra metade em casa.
Comentário: sabe O Diário de Bridget Jones? Imagine uma versão para crianças… Confesso que achei engraçado em alguns momentos. Um pouco chato nos demais. Não recomendo para os meus leitores, mas recomendo para seus primos e irmãos menores (não muito menores tá?).

P.s.: o que a gente não faz para não ficar tanto tempo sem escrever… Até confessa que um dos dois únicos livros lidos em 2010 foi Querido diário otário. Nunca faça nada. Nunca!
Comentários:
Postado por Anita em 27 de janeiro de 2010
Algumas constatações:
Já ouvi de várias pessoas que eu pareço inacessível, mas a verdade é que eu sou muito reservada. Não sou do tipo que faz amizade fácil, e só depois de muita conversa é que me sinto à vontade com alguém. Não costumo falar muito com quem eu não conheço, e por essa razão muita gente acha que eu sou calada demais. Mas pergunte para qualquer um dos meus amigos se eu sou mesmo quieta, e acho que “tagarela” vai ser um dos adjetivos mais comuns.
Valorizo a amizade e a sinceridade acima de tudo. Posso contar meus verdadeiros amigos nos dedos, mas não acho que isso seja uma coisa ruim, afinal de contas, sei que posso fazer deles o meu apoio sem medo algum de perder o chão.
Sou otimista e procuro enxergar sempre o lado bom das pessoas.
Odeio falsos intelectuais e pessoas que se consideram melhores que os outros. Não gosto de gente que finge ser uma coisa que não é só para ganhar a admiração e o respeito alheios; quero mais é distância desse tipo de pessoa.
Sou uma pessoa apaixonada. Apaixonada pela família, pelo namorado, pelos amigos, pelos meus estudos, pela vida! Me empolgo demais quando estou fazendo algo que gosto, e nem vejo o tempo passar quando estou com as pessoas que eu amo!
Sou ciumenta. Tenho ciumes das minhas coisas, dos meus amigos, da minha família, do namorado. Confesso que às vezes exagero na dose, mas é quase impossível me controlar quanto a isso.
Sou inconstante. Posso ir da felicidade extrema à tristeza absoluta em segundos, e vice-versa. Sou também um pouco autista, me perco em devaneios de vez em quando, mas sempre acabo encontrando o meu caminho de volta.
Sou chata e sistemática. Gosto de planejar tudo com muita antecedência e odeio quando alguma coisa interfere nos meus planos.
Sou extremamente organizada, e não consigo fazer nada em meio à bagunça. Procuro manter as minhas coisas sempre em ordem, e tenho mania de arrumar a bagunça dos outros também.
Sou reclamona. Reclamo de dor (o tempo todo), de não ter tempo pra fazer o que gosto, de ter que fazer o que não gosto. Reclamo de ter que ficar em casa, mas também de ter que sair dela. Reclamo quando ninguém me dá atenção, e reclamo ainda mais quando não me deixam quieta no meu canto.
Sou chorona. Não tenho frescura com isso, e choro a qualquer hora, em qualquer lugar. Choro de felicidade, de tristeza, de raiva, de dor. Choro assistindo filmes, lendo livros e até vendo novela mexicana.
Sou chata. Não sou nada sociável pela manhã, principalmente quando acordada contra a minha vontade. Aliás, sempre que contrariada eu me torno um ser quieto e monossilábico. Fico mal-humorada pelo menos uma semana por mês e, no auge da TPM, é melhor nem olhar para a minha pessoa. Mas também posso ser divertida, e tenho crises de gargalhada que parecem intermináveis.
Sou carente. Preciso de atenção o tempo todo. Preciso ouvir 20 vezes por dia “eu te amo”. Preciso de colo todo dia.
Sou cheia de manias. Algumas delas comuns, outras meio estranhas.
Infelizmente (ou não, vocês decidem) isso tudo faz parte de um pacote só. Os elementos não são vendidos separadamente. Se quiser um deles, vai ter que levar os outros. Ou então não leva nenhum…
Comentários:
Postado por Anita em 19 de janeiro de 2010
A mudança chegou ao fim. Finalmente. Já estamos na casa nova. Faltam ainda alguns ajustes, um teto de banheiro pra pintar, algumas estantes para arrumar, coisa pouca.
A sensação deveria ser de empolgação. Cheirinho de casa nova, vizinhança nova para conhecer… E o fato de estarmos livres da antiga vizinha que adorava uma confusão.
Mas por enquanto a sensação é outra. Por enquanto a palavra que define o novo apartamento é “desconforto”. A casa tem um cheiro estranho, provavelmente resultado de muito tempo fechada. A janela aberta faz com que a gente escute tudo que os vizinhos dizem ou fazem. Isso mesmo, TUDO! Nem bem nos instalamos e o síndico já veio “bater papo”. Nada de importante, apenas a conversa básica: o prédio é tranquilo, de vez em quando aparece um bagunceiro que insiste em falar em um tom de voz normal depois das dez quando ele deveria estar em silêncio absoluto (mas não se preocupem, eles são imediatamente multados e obrigados a conversar em silêncio) ou um ladrão que insiste em não respeitar a privacidade alheia e invade os apartamentos para levar coisas que não lhe pertencem. Como eu disse, nada de importante e ainda assim muito animador. A conversa com certeza ajudou a diminuir o tal do desconforto…
Bom, o jeito é dar um tempo para ver se a gente acostuma. Quem sabe daqui algum tempo a gente perceba que o condomínio não é assim tão ruim, e que o fato de ouvir a conversa dos vizinhos todos os dias pode ser até melhor que assistir televisão. O que, aliás, não temos ainda no apartamento…
____________________________
27/01 – Adendo
Ainda estamos sem televisão. A transferência da Sky pro ap novo se transformou em uma novela. Eu só espero que, assim como nas novelas, a gente tenha um final feliz!
Comentários: